Fanático? Quem? Eu?

A palavra fanatismo chama bastante à atenção. Quando um indivíduo é nomeado fanático, naturalmente ele passa a ser visto como um sujeito impositivo, negativo e com discurso pouco eloquente. O significado da palavra fanatismo está coligado ao faccionismo partidário, que é uma espécie de adesão cega a um sistema ou doutrina, dedicação excessiva a alguém ou algo, uma paixão. O fanático está com a sua atenção voltada toda para fora de si, ele precisa a todo modo fazer com que o outro entenda que a sua verdade é a verdade absoluta. Ele investe seu tempo elaborando o que irá dizer de modo que invalide todo o discurso do outro. Empenha-se e dedica-se de forma contumaz a provar para o outro o que é melhor para todos. Geralmente ele reproduz discurso não autoral, pois, ele está condicionado a uma crença que não foi formada por um pensamento crítico construído por meio de experiências. Ele apenas reproduz algo que já existe, muito provavelmente por se sentir confortável e seguro.
“…certamente não estou sugerindo que todo aquele que eleva sua voz contra alguma coisa é um fanático. O sinal indicador do fanatismo não é o volume da sua voz, mas a atitude com as vozes dos outros”. Amos Oz
E o que fazer com o fanático? É preciso contê-lo? Dar-lhe uma lição ou ignorá-lo? Segundo o autor Amos Oz do livro Como Curar Um Fanático, “O antídoto para o fanatismo seja o bom humor, a autocrítica, argumentatividade e a curiosidade em descobrir outras rotas de pensamentos sobre um mesmo tema”. Talvez assim, o fanático possa aprender a construir um discurso autoral com base na sua biografia, e que esteja disposto a nascer e renascer no campo das ideias, ações e fatos.
Referencial Bibliográfico
Livro: Como Curar Um Fanático
Autor: Amos Oz
Psicóloga Eloiza Rodrigues
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