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EU ODEIO MEU TRABALHO!!!!

10 out 2017

EU ODEIO MEU TRABALHO!!!!

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“Trabalho 40h por semana, mas costumo ficar até mais tarde, sempre tem algo mais a fazer ou algum problema para resolver, se eu não fizer ninguém fará… Também levo trabalho para casa, preciso produzir e cumprir com as metas… Todo dia vou para o trabalho pensando que serei demitida, faço o que posso, mas parece nunca ser suficiente, acho que poderia fazer melhor… A minha família conta muita com a minha ajuda, sem esse trabalho não poderia dar aos meus tudo o que eles tem…”

É comum passar a maior parte do tempo no trabalho, também é comum que haja uma construção de identidade a partir do seu papel como profissional: “Eu sou aquilo que faço” ou “eu sou aquilo que realizo”. Tais crenças podem formar pensamentos distorcidos sobre a própria noção de si mesmo. É como se o outro se perdesse na sua própria identidade criando uma relação simbiótica ao ponto de não conseguir descriminar onde termina a pessoa e começa o profissional.  A exemplo disso existem pais que recebem a agenda dos filhos com recado do educador e  assinam como (Dr) ou (Dra) utilizando o carimbo profissional.

Este tipo de situação coloca em risco a qualidade de vida, especialmente no âmbito da saúde mental.  Imagina esta pessoa sem trabalho? É aí que nasce o perigo. Pessoas que estabelecem relações inquebrantáveis correm o risco de sofrerem com uma carga muito grande de estresse, pois, não se imaginam sem esta posição que dá a elas a sensação de utilidade e notoriedade.

Além de questões intrínsecas ao sujeito, situações aversivas no ambiente de trabalho como metas abusivas, convívio com pessoas hostis, ausência de comunicação, ausência de organização física e excesso de atribuições também são ingredientes que podem desencadear o estresse. Quando os primeiros sinais de desconforto aparecem no trabalho, a pessoa com estresse utiliza-se de estratégia de queixa ou lamentação, não visualizando alternativas para diminuir o desconforto, nestes casos recomenda-se um processo de autoanálise.

Para começar a agir diante do alto nível de estresse é preciso ter em mente quais são os seus objetivos individuais, quais são as intenções por trás destes objetivos e o que deve ser feito para atingi-los.  É necessário ainda ter uma atenção redobrada aos sinais que o corpo emite, reconhecer que está com problemas, bem como admitir o esgotamento.

O estresse é dividido em quatro estágios importantes:

O primeiro é o estágio de Alerta, nesta fase o indivíduo produz adrenalina, apresenta excelente vigor para realização de suas atividades com condições de lidar com qualquer emergência e/ou desafio profissional. Durante esta fase é possível sentir tensão ou dor muscular, azia, irritabilidade sem causa aparente, nervosismo, ansiedade e inquietação. Na ausência do evento estressor, o indivíduo que goza de boa saúde, sairá sem sequelas deste estágio. Porém, se o estressor permanecer ou se houver qualquer outro fator preocupante este poderá entrar no estágio de Resistência.

Resistência

O estágio de Resistência significa que o indivíduo está buscando resistir ao estresse, nesta fase ocorre o uso das reservas fisiológicas para tentar suportar aos eventos estressores, consequentemente, manifestam-se dois sintomas importantes que é a dificuldade com a memória e muito cansaço.

Quase Exaustão

Um processo mal sucedido no estágio da Resistência poderá resultar em um colapso gradual passando para o estágio de Quase Exaustão. Nesta fase os sintomas são bastante acentuados, como cansaço mental, dificuldade de concentração, perda da memória imediata, apatia ou indiferença emocional, problemas de pele, infecções, queda de cabelo, crises de pânico, alteração dos níveis de colesterol e triglicérides, gastrite ou úlcera. Normalmente é neste período em que a pessoa começa a admitir que algo não está ocorrendo como esperado. É importante ressaltar que pessoas chegam a este nível de Quase Exaustão por acreditar que podem controlar a situação ou por naturalizar o sofrimento.

Exaustão

O quarto estágio é de Exaustão, neste período já está ocorrendo prejuízos severos na vida do indivíduo. Dorme pouco, libido desaparece quase que totalmente, não há socialização, evita os amigos e familiares, apresenta apatia, não produz profissionalmente, não se concentra e apresenta bastante dificuldade na tomada de decisão, doenças graves podem ocorrer como depressão, pressão alta, enfarto e tumores.

Os quatro estágios são chamados de quadrifásicos, este modelo foi proposto pela Psicóloga Dra. Marilda Emmanuel Novaes Lipp, onde após 15 anos de pesquisa descobriu a terceira fase Quase Exaustão, expandindo o modelo trifásico desenvolvido por Hans Selyse, em 1936.

Por fim, reconhece-se que muitas vezes está fora de controle da pessoa vítima de estresse alterar o seu ambiente de trabalho ou influenciar pessoas de modo que possa criar condições favoráveis de trabalho. Mas existe algo que é individual e intrasferível que é a capacidade de mudar a nossa resposta ao ambiente estressor. Podemos determinar a forma como iremos encarar os problemas. Portanto, é fundamental entender o que é o estresse e diante dos sinais citados acima, procurar a ajuda de profissionais especializados para aprender a manejar o estresse e as situações difíceis em beneficio da saúde física e mental.

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