Confesso!
Aos colegas da psicologia e aos simpatizantes, devo dizer que sou uma eterna apaixonada pela minha profissão. Talvez isso não seja novidade para alguns que me conhecem há mais tempo, mas é sempre bom declarar este sentimento que me move todos os dias. Além do meu trabalho, dos maravilhosos clientes, os livros me inspiram muito, e por essa razão quero compartilhar com vocês um pouco do meu êxtase ao ler “Cartas a um jovem terapeuta” do maravilhoso Cantardo Calligaris. Em seu livro ele relata a importância de fazer integrações entre as abordagens teóricas, dos perigos de se tornar refém de uma metodologia e deixar o cliente desassistido. Mas o que mais me encantou neste pequeno grande livro é do quanto Calligaris nos incentiva a trabalhar com o olhar de um recém formado que normalmente está livre de vícios ou certezas sobre o seu cliente, que se coloca como um “debutante” quando se trata de ouvir a vida do outro, que não se antecipa roubando o lugar de fala do seu cliente e comemora entusiasmado este lugar de confiança.
“Seria bom que guardássemos sempre alguns elementos do espírito do debutante: a curiosidade, a vontade de escutar e, por que não, o calor de quem, a cada vez, acha extraordinário que alguém lhe faça confiança”. Cartas a um jovem terapeuta, pág 40
A receita dessa semana é: Calligaris em doses homeopáticas, afinal de contas não é preciso ter pressa!!!!

Psicóloga Eloiza Rodrigues
Site: www.eloizarodrigues.com.br